Corpo Europeu de Solidariedade

AESF conquista Selo de Qualidade e dá novos passos no voluntariado internacional

Agrupamento de Escolas Severim de Faria foi distinguido com o Selo de Qualidade do Corpo Europeu de Solidariedade, um reconhecimento que assinala uma nova etapa na estratégia de internacionalização do Agrupamento e no seu compromisso com a solidariedade, a inclusão e a cidadania ativa.

O Selo de Qualidade certifica que uma organização reúne as condições, as competências e o compromisso necessários para desenvolver atividades de solidariedade de elevada qualidade, em conformidade com os princípios, objetivos e normas do Corpo Europeu de Solidariedade. A sua obtenção constitui um pré-requisito para a participação das organizações em atividades de voluntariado deste programa europeu.

 

O AESF obteve o reconhecimento nas três funções previstas no Selo de Qualidade:

  • Função de acolhimento: permite ao Agrupamento receber jovens voluntários de outros países europeus, proporcionando-lhes um programa de atividades de solidariedade, orientação e acompanhamento ao longo da sua experiência de voluntariado.
  • Função de apoio: permite preparar e acompanhar jovens que pretendam realizar voluntariado internacional, assegurando o apoio antes da partida, a articulação com as organizações de acolhimento e o acompanhamento no regresso.
  • Papel de líder: habilita o Agrupamento a apresentar candidaturas a financiamento, gerir e coordenar os seus próprios projetos de voluntariado, em articulação com organizações parceiras europeias. Esta função pressupõe também a titularidade do Selo de Qualidade para acolhimento e/ou apoio.

Este triplo reconhecimento representa um passo significativo na consolidação da dimensão europeia do AESF, permitindo alargar ao contexto internacional as iniciativas de voluntariado que o Agrupamento tem vindo a dinamizar e criar novas oportunidades de participação para jovens a partir dos 18 anos.

Através do Corpo Europeu de Solidariedade, o Agrupamento pretende proporcionar experiências de aprendizagem não formal, de crescimento pessoal e de participação cívica, com especial atenção aos jovens com menos oportunidades, reforçando simultaneamente a cooperação com organizações e comunidades europeias.

 

Os objetivos da nossa candidatura

A estratégia de participação do AESF no Corpo Europeu de Solidariedade assenta em quatro objetivos fundamentais, que orientarão o desenvolvimento de atividades e parcerias até 2029.

  1. Promover a cidadania ativa, a solidariedade e a inclusão intercultural

Reforçar as competências pessoais, sociais, cívicas e interculturais dos jovens através de experiências de voluntariado, promovendo a empatia, a cooperação, o respeito pela diversidade e o sentido de pertença europeia.

Pretende-se fomentar uma participação mais ativa na vida escolar e comunitária, dando especial atenção aos jovens com menos oportunidades e contribuindo para a construção de ambientes mais inclusivos, colaborativos e solidários.

  1. Desenvolver competências digitais e promover a inclusão tecnológica

Potenciar a utilização pedagógica, criativa e inclusiva das tecnologias, nomeadamente através da colaboração de voluntários internacionais em atividades desenvolvidas nos Laboratórios de Educação Digital (LED) e no Centro Tecnológico Escolar (CTE).

Serão privilegiadas iniciativas nas áreas da programação, robótica, multimédia, impressão 3D e outras tecnologias emergentes, incentivando a inovação, a aprendizagem colaborativa e a redução das desigualdades digitais.

Pretende-se também proporcionar aos jovens oportunidades de participação em projetos europeus de inovação, solidariedade e inclusão digital.

  1. Promover o desenvolvimento pessoal, social e profissional dos jovens

Proporcionar experiências internacionais de voluntariado que contribuam para o desenvolvimento da autonomia, responsabilidade, autoconfiança, capacidade de comunicação, trabalho em equipa e competências interculturais.

Estas experiências constituirão oportunidades de autoconhecimento, descoberta vocacional e preparação para o futuro académico e profissional, especialmente relevantes para jovens em fase de conclusão do ensino secundário e para aqueles que têm menos oportunidades de participação em contextos internacionais.

  1. Incentivar a sustentabilidade ambiental e a cidadania ecológica

Envolver os jovens e a comunidade educativa em iniciativas de proteção ambiental, conservação da biodiversidade, economia circular, gestão sustentável dos recursos e sensibilização ecológica.

Através do acolhimento de voluntários internacionais e da participação de jovens em projetos europeus, pretende-se promover a partilha de boas práticas ambientais e incentivar a sua aplicação na escola e na comunidade local.

 

Projetos Financiados:

  1. Volunteering – Skills for Life, Choices for the Future

Código do projeto: 2026-1-PT02-ESC51-VTJ-000404253

 

Atividades de Voluntariado realizadas:

Atividade / local Host organization Local Período Participantes
A1 – Volunteering for Sustainable Community Living at Avnø Oasis Vitalitetsfonden Lundby, Dinamarca 27/06 – 12/07/2026 1 voluntário
A2 – Hyvärilä Buzz for Biodiversity: Youth, Schools & Community in Action Nuoriso- ja Matkailukeskus Hyvärilä Oy Nurmes, Finlândia 11/09 – 24/09/2026 3 voluntários
VP1 — Visita preparatória da A1 Vitalitetsfonden Lundby, Dinamarca 26 -27/06/2026 1 docente
VP1 — Visita preparatória da A2 Nuoriso- ja Matkailukeskus Hyvärilä Oy Nurmes, Finlândia 11- 14/09/2026 1 docente

 

Experiências e atividades desenvolvidas

A1 | Dinamarca — Voluntariado para uma vida comunitária sustentável

Volunteering for Sustainable Community Living at Avnø Oasis

A primeira mobilidade decorreu na ecovila Avnø Oasis, em Lundby, na Dinamarca, proporcionando ao jovem voluntário uma experiência de integração numa comunidade orientada para a sustentabilidade, a cooperação e a partilha de responsabilidades.

Ao longo da atividade, o voluntário participou nas rotinas diárias da comunidade, colaborando com outros voluntários e elementos da equipa em tarefas essenciais ao funcionamento e à manutenção dos espaços comuns.

Entre as atividades desenvolvidas, destacam-se a preparação e o serviço de refeições vegetarianas e veganas, a organização e limpeza da cozinha e da despensa, bem como a manutenção das condições de higiene dos espaços de preparação alimentar.

O voluntário participou igualmente em círculos matinais, reuniões comunitárias e outras dinâmicas coletivas, que constituíram oportunidades de convivência, comunicação e cooperação intercultural.

Em simultâneo, dois outros voluntários participaram nesta atividade, embora fora do financiamento do projeto.

Esta experiência permitiu vivenciar práticas de sustentabilidade em contexto comunitário, valorizando o trabalho colaborativo, a responsabilidade individual e coletiva, a autonomia e a adaptação a diferentes formas de organização e de vida em comunidade.

 

A2 | Finlândia — Biodiversidade, educação ambiental e interculturalidade

Hyvärilä Buzz for Biodiversity: Youth, Schools & Community in Action

A segunda mobilidade teve lugar em Nurmes, na Finlândia, e envolveu três jovens voluntários num projeto que articulou a educação ambiental, a proteção da biodiversidade e a participação ativa da comunidade.

Ao longo da experiência, os voluntários participaram na preparação e dinamização de oficinas e atividades educativas relacionadas com as florestas, a conservação da natureza e a importância dos polinizadores para os ecossistemas.

Entre as iniciativas desenvolvidas, destacaram-se a construção de hotéis para insetos, a utilização de ferramentas digitais e de óculos de realidade virtual, bem como a realização de apresentações, jogos e dinâmicas de sensibilização ambiental junto de alunos de uma escola próxima da organização de acolhimento.

A interação com a comunidade escolar e com participantes de diferentes nacionalidades proporcionou ainda momentos de partilha intercultural, através da apresentação de hábitos e tradições portuguesas, de atividades criativas, trabalhos manuais, experiências culinárias e iniciativas de cooperação.

Esta mobilidade constituiu uma oportunidade de aprendizagem pela ação, permitindo aos jovens desenvolver competências de comunicação, criatividade, trabalho em equipa e dinamização de atividades educativas, ao mesmo tempo que aprofundaram a sua consciência ambiental e o contacto com diferentes culturas.