AESF conquista Selo de Qualidade e dá novos passos no voluntariado internacional
O AESF obteve o reconhecimento nas três funções previstas no Selo de Qualidade:
Este triplo reconhecimento representa um passo significativo na consolidação da dimensão europeia do AESF, permitindo alargar ao contexto internacional as iniciativas de voluntariado que o Agrupamento tem vindo a dinamizar e criar novas oportunidades de participação para jovens a partir dos 18 anos.
Através do Corpo Europeu de Solidariedade, o Agrupamento pretende proporcionar experiências de aprendizagem não formal, de crescimento pessoal e de participação cívica, com especial atenção aos jovens com menos oportunidades, reforçando simultaneamente a cooperação com organizações e comunidades europeias.
Os objetivos da nossa candidatura
A estratégia de participação do AESF no Corpo Europeu de Solidariedade assenta em quatro objetivos fundamentais, que orientarão o desenvolvimento de atividades e parcerias até 2029.
Reforçar as competências pessoais, sociais, cívicas e interculturais dos jovens através de experiências de voluntariado, promovendo a empatia, a cooperação, o respeito pela diversidade e o sentido de pertença europeia.
Pretende-se fomentar uma participação mais ativa na vida escolar e comunitária, dando especial atenção aos jovens com menos oportunidades e contribuindo para a construção de ambientes mais inclusivos, colaborativos e solidários.
Potenciar a utilização pedagógica, criativa e inclusiva das tecnologias, nomeadamente através da colaboração de voluntários internacionais em atividades desenvolvidas nos Laboratórios de Educação Digital (LED) e no Centro Tecnológico Escolar (CTE).
Serão privilegiadas iniciativas nas áreas da programação, robótica, multimédia, impressão 3D e outras tecnologias emergentes, incentivando a inovação, a aprendizagem colaborativa e a redução das desigualdades digitais.
Pretende-se também proporcionar aos jovens oportunidades de participação em projetos europeus de inovação, solidariedade e inclusão digital.
Proporcionar experiências internacionais de voluntariado que contribuam para o desenvolvimento da autonomia, responsabilidade, autoconfiança, capacidade de comunicação, trabalho em equipa e competências interculturais.
Estas experiências constituirão oportunidades de autoconhecimento, descoberta vocacional e preparação para o futuro académico e profissional, especialmente relevantes para jovens em fase de conclusão do ensino secundário e para aqueles que têm menos oportunidades de participação em contextos internacionais.
Envolver os jovens e a comunidade educativa em iniciativas de proteção ambiental, conservação da biodiversidade, economia circular, gestão sustentável dos recursos e sensibilização ecológica.
Através do acolhimento de voluntários internacionais e da participação de jovens em projetos europeus, pretende-se promover a partilha de boas práticas ambientais e incentivar a sua aplicação na escola e na comunidade local.
Projetos Financiados:
Código do projeto: 2026-1-PT02-ESC51-VTJ-000404253
Atividades de Voluntariado realizadas:
| Atividade / local | Host organization | Local | Período | Participantes |
| A1 – Volunteering for Sustainable Community Living at Avnø Oasis | Vitalitetsfonden | Lundby, Dinamarca | 27/06 – 12/07/2026 | 1 voluntário |
| A2 – Hyvärilä Buzz for Biodiversity: Youth, Schools & Community in Action | Nuoriso- ja Matkailukeskus Hyvärilä Oy | Nurmes, Finlândia | 11/09 – 24/09/2026 | 3 voluntários |
| VP1 — Visita preparatória da A1 | Vitalitetsfonden | Lundby, Dinamarca | 26 -27/06/2026 | 1 docente |
| VP1 — Visita preparatória da A2 | Nuoriso- ja Matkailukeskus Hyvärilä Oy | Nurmes, Finlândia | 11- 14/09/2026 | 1 docente |
Experiências e atividades desenvolvidas
A1 | Dinamarca — Voluntariado para uma vida comunitária sustentável
Volunteering for Sustainable Community Living at Avnø Oasis
A primeira mobilidade decorreu na ecovila Avnø Oasis, em Lundby, na Dinamarca, proporcionando ao jovem voluntário uma experiência de integração numa comunidade orientada para a sustentabilidade, a cooperação e a partilha de responsabilidades.
Ao longo da atividade, o voluntário participou nas rotinas diárias da comunidade, colaborando com outros voluntários e elementos da equipa em tarefas essenciais ao funcionamento e à manutenção dos espaços comuns.
Entre as atividades desenvolvidas, destacam-se a preparação e o serviço de refeições vegetarianas e veganas, a organização e limpeza da cozinha e da despensa, bem como a manutenção das condições de higiene dos espaços de preparação alimentar.
O voluntário participou igualmente em círculos matinais, reuniões comunitárias e outras dinâmicas coletivas, que constituíram oportunidades de convivência, comunicação e cooperação intercultural.
Em simultâneo, dois outros voluntários participaram nesta atividade, embora fora do financiamento do projeto.
Esta experiência permitiu vivenciar práticas de sustentabilidade em contexto comunitário, valorizando o trabalho colaborativo, a responsabilidade individual e coletiva, a autonomia e a adaptação a diferentes formas de organização e de vida em comunidade.
A2 | Finlândia — Biodiversidade, educação ambiental e interculturalidade
Hyvärilä Buzz for Biodiversity: Youth, Schools & Community in Action
A segunda mobilidade teve lugar em Nurmes, na Finlândia, e envolveu três jovens voluntários num projeto que articulou a educação ambiental, a proteção da biodiversidade e a participação ativa da comunidade.
Ao longo da experiência, os voluntários participaram na preparação e dinamização de oficinas e atividades educativas relacionadas com as florestas, a conservação da natureza e a importância dos polinizadores para os ecossistemas.
Entre as iniciativas desenvolvidas, destacaram-se a construção de hotéis para insetos, a utilização de ferramentas digitais e de óculos de realidade virtual, bem como a realização de apresentações, jogos e dinâmicas de sensibilização ambiental junto de alunos de uma escola próxima da organização de acolhimento.
A interação com a comunidade escolar e com participantes de diferentes nacionalidades proporcionou ainda momentos de partilha intercultural, através da apresentação de hábitos e tradições portuguesas, de atividades criativas, trabalhos manuais, experiências culinárias e iniciativas de cooperação.
Esta mobilidade constituiu uma oportunidade de aprendizagem pela ação, permitindo aos jovens desenvolver competências de comunicação, criatividade, trabalho em equipa e dinamização de atividades educativas, ao mesmo tempo que aprofundaram a sua consciência ambiental e o contacto com diferentes culturas.